pressão introspectiva atordoando cabeça de filho da puta. olho centrado no desvio de fluxo que a pedra dá pra correnteza modesta às beiras do meio fio, barulho de ponteiro no fone e cabeça longe sem nem sair do lugar. onde essa porra toda vai ou até quando duram a disposições em manter a merda presa no lugar eu não sei, mas umas duas coisas são certas: bem estar é coisa de quem nasceu ontem -
"não remedío nada, não ter e-n-t-r-e-l-i-n-h-a" - e
água no telhado é umas mil vezes pior que o
sol sobre a cabeça. vai por mim. miojinho, sono, falação de merda a torto e a direito e suor no frio, tipo
febre noturna. eu só acho graça e fico debatendo, sem pretensão e sem polêmica.
3,2,1 => valendo!
MÚSICAS QUE VOCÊ NÃO AGUENTARÁ OUVIR - PARTE 1
corrí pra pegar o ônibus errado e fiquei lá no ponto quase uma hora, só contemplando a mediocridade do saneamento básico da minha goiânia. amo essa merda de cidade. tem gente bonita, tem piqui e tem as melhores pessoas do mundo, mas a parada tá precária de verdade e não há quem abra a boca. como eu sou preguiçoso e não me enquadro nesse limbo de gente que curte fazer um barulho, só fico semeando o cabeção e pensando em tudo e em nada num intervalo bem curtinho de tempo. a planta que você aduba na cabeça cresce rápido com o combustível certo (não, não é nada disso que você tá pensando), e nesse fim de tarde regado a céu desabando em ácido eu acertei em cheio na escolha. sabe o que eu tava ouvindo? sabe o que me fez pegar uns mililitros na lata, voluntariamente? verdade da vida, avante:
são paulo underground - the principle of intrusive relationships (2007,
submarine records)
o que tem na cabeça dessa galera pra conseguir moldar um som assim? é muito hipnotizante, intenso e desconexo sem soar forçado. tenho certeza que tudo aqui é feito com a máxima das sensibilidades e cuidados, mesmo que aparentemente soe como uma barulheira de vento fundida a um rio de efeito no trompete e só. som pra fechar o olho e fazer o mundo desabar sem mover uma palha. só colocar o fone no ouvido e apreciar os deslizes da chuvarada. fortemente recomendado pra quem curte uma contemplação temporal. queria muito categorizar essa porra a um estilo fixo, mas meu conhecimento cretino extra-rock só me deixa falar que tem muito jazz no meio. a única recomendação que eu faço é tomar cuidado. quem ouve demais essas coisas acaba assim, brincando de
tanto faz o dia inteiro:
Eu gostei muito do são paulo underground , me lembra bastante pharoah sanders e a fase doidoda do coltrane chamada acenssion .
ResponderExcluiros caras do são paulo underground já tocaram com o pharoah sanders aqui no brasil, e acho que por agora tão fazendo algo juntos na europa. massa, né? eu nunca ouvi. vou ver de qual é. não conheço essa fase do coltrane também não. valeu pelas dicas, stênio!
ResponderExcluirsim , eu vi ontem em um canal da tv a cabo da minha namorada o são paulo underground com o pharoah sunders , foi demais o show , pela sesi tv , ou sesc nao me lembro bem , as músicas inéditas e feitas na hora , misturando synths analógicos e digitais , estava simplesmente demais !
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