domingo, 15 de janeiro de 2012



deitado na rede do conformismo, mascando um pedaço de mato e assobiando despreocupação a torto e a direito. muito escroto (e incômodo sem querer ser) sair dessa (daquela) condição de falar, cobrar, contestar e criar um alvoroço por coisa que supostamente me atinge, mas, por egoísta que isso seja, uma mudança em larga escala pede uma revolução pessoal, e quando tudo vira muito mais conveniência e sacrifício é sinal de que tem alguma coisa errada. simplesmente ando criando preguiça em pensar sobre os problemas do mundo, sobre comprar muita briga ao invés de encontrar um sentido pra própria vida e é a partir disso que eu julgo: tem coisa fora do lugar, tem condição equivocada e tem peça sem encaixe querendo ganhar o espaço central do quebra-cabeça. pode ser que eu fique meio maluco me abstendo da justiça que o mundo colocou nas minhas mãos, mas a porra toda cansa e a vontade é de dormir. só isso. julgue, aponte o dedo, fale o que quiser. não vai ser a primeira vez, nem a última. cada um com seus problemas, aprendendo com os erros e quebrando os padrões estabelecidos pela própria boca. desestabilidade, falsidade, meias verdades e a conveniência de ser o que querem de você. não. não mais.

4 comentários:

  1. tudo tem que ser sincero.
    as pessoas são movidas por sentimentos. lutar pela liberdade individual e consequentemente pela liberdade e respeito coletivo é um deles.
    é o que faz muitas pessoas continuarem vivas e se amarem. :)

    ResponderExcluir
  2. meio difícil alcançar a liberdade individual sendo consensual com as "liberdades" do mundo. deve ser possível. eu não encontrei a fórmula, não consegui me afirmar. parece que o questionamento interior vai só afunilando, aí fica essa merda mutável, ora egoista, ora carregada de preocupação, mas quase sempre solidária por conveniência, ou seja, falsa. um clichê do samba fala isso aí melhor que eu: http://www.youtube.com/watch?v=plOTKOJ32Os

    ResponderExcluir
  3. acho que o cartola tá falando de outra coisa, mas é uma escolha sua ser solidário pela política da boa vizinha, aí eu lamento essa vida de plástico. as pessoas acreditam em vc e no que vc fala, por isso se responsabilize pelas suas ações e falas, aliás, vc será sempre responsável por isso... falando coisas bacanas mentirosas (ou por conveniência, como vc disse) ou coisas abertamente toscas.

    ResponderExcluir
  4. seria política de boa vizinhança se a gente considerasse eu e minha cabeça como duas coisas desassociadas. como eu disse (e como o cartola disse por mim), a base do problema é a própria vida e a percepção do que é certo ou errado. eu só quero encontrar um conforto pessoal pra a partir disso abraçar ou me solidarizar com os problemas do mundo. como acreditar em algo/alguém se não se confia nem em si próprio/a? sabe o que é crer veemente em algo e sem explicação as verdades caírem por terra? não se trata de fazer ou falar pra agradar, mas de achar que acredita e meter a cara contra o muro no fim das contas. é só isso que eu quero destruir em mim, independente do que a vizinhança pense a respeito.

    ResponderExcluir